quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Janet Cardiff

    Janet Cardiff nasceu no dia 15 de março de 1957 em Brussels, Ontário, Canadá. Ela trabalha em colaboração com seu parceiro George Bures Miller, atualmente ambos moram e trabalham em Berlim.
    Cardiff ganhou pela primeira vez notoriedade internacional em 1995 por seu áudio e vídeo "walks" em que os visitantes enquanto escutavam em um aparelho de som portátil ou assistiam a um vídeo na tela de uma filmadora, seguiam suas instruções para chegar a um site escolhido e se tornarem "participantes" em suas histórias.
    As instalações da artista se baseiam no uso do áudio. Suas exibições de arte já foram incluídas, por exemplo, no Museu de Arte Moderna de São Francisco, Museu de Arte Moderna em Nova York, etc... Cardiff representou o Canadá na Bienal da Arte em São Paulo em 1998.
    Na sua obra Fourt Part Motet ganhou o National Gallery of Canada's Millennium Prize in 2001. Essa instalação é uma remontagem da música renascentista "Spem in Alium", cujo compositor era Thomas Tallis (séc. XVI) , no qual Cardiff regravou 40 vozes separadamente do coral da Catedral de Salisbury, e assim, ela usa um auto-falante que permite ao espectador ouvir as diferentes vozes e perceber as diferentes combinações e harmonias à medida que percorre a instalação.
   Janet Cardiff e George Bures Miller tiveram exibirão recentemente exposições de arte na Galeria de Arte de Alberta (2010), Hamburguer Bahnhof, Berlim (2009).

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Estratégias de Apropriação do Espaço

Parkour

    Parkour é uma atividade física com seu princípio baseado em utilitarismo e longevidade através da integridade física. O conceito básico é focar em desenvolver seu corpo de forma saudável para ter total domínio sobre ele, sobretudo diante um obstáculo.
    Consiste em movimentos e habilidades naturais como correr, saltar, se pendurar, escalar, se equilibrar. Basicamente, movimentos que poderiam salvar sua vida em uma situação de perigo.
    Não se trata de um esporte propriamente dito porque não há competições, não existem regras, não há um juiz e um jeito certo ou errado. É uma idéia por trás do movimento. Hoje uma das maiores lutas é tirar a imagem do parkour de ser um esporte radical de manobras. O parkour não é esporte radical e tem muita filosofia por trás da prática. Afinal, são movimentos naturais que o homem sempre fez, apoiados agora apenas por uma idéia.
    Quem pratica Parkour é chamado de Tracer (ou Traceuse no feminino). É uma gíria em Francês usada pra denominar algo que percorre seu caminho sem interrupção.


Flaneur

    O termo flaneur vem do francês substantivo masculino flâneur que tem o significado básico de "andarilho" que por sua vez vem do verbo francês flâner, que significa "para passear". Charles Baudelaire desenvolveu um significado derivado do flâneur-A de "uma pessoa que anda na cidade, a fim de experimentá-lo".
    Devido ao uso do termo e teorização por Baudelaire e muitos pensadores nos domínios económico, cultural, literária e histórica, a idéia do flâneur acumulou significado importante como um referencial para a compreensão de fenômenos urbanos e modernidade. No Canadá francês flâner raramente é utilizado para descrever a passear e muitas vezes tem uma conotação negativa, como o uso mais comum do termo refere-se a “vagabundagem”.


Flash Mob

    Traduzido do inglês para "multidão instantânea" é um evento onde um grupo de pessoas vai de repente a um lugar público, desenhando movimentos pré-coreografados e sem sentido aparente, apenas por entretenimento ou muitas vezes com finalidades políticas e de reivindicação.


Deriva

    A teoria da deriva é um dos trabalhos de autoria do pensador situacionista Guy Debord.
    A deriva é um procedimento de estudo psicogeográfico – estudar as ações do ambiente urbano nas condições psíquicas e emocionais das pessoas. Partindo de um lugar qualquer e comum à pessoa ou grupo que se lança à deriva deve rumar deixando que o meio urbano crie seus próprios caminhos. É sempre interessante construir um mapa do percurso traçado, esse mapa deve acompanhar anotações que irão indicar quais as motivações que construiu determinado traçado. É pensar por que motivo dobramos à direita e não seguimos retos, por que paramos em tal praça e não em outra, quais as condições que nos levaram a descansar na margem esquerda e não na direita... Em fim, pensar que determinadas zonas psíquicas nos conduzem e nos trazem sentimentos agradáveis ou não.
    Apesar de ser inúmeros os procedimentos de deriva, ela tem um fim único, transformar o urbanismo, a arquitetura e a cidade. Construir um espaço onde todos serão agentes construtores e a cidade será um total.
  

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Festival de Arte Digital

        A visita ao FAD hoje foi interessante no sentido de ver como a matéria que estamos vendo em sala se aplica a nossa realidade, o uso da tecnologia de forma a fugir do comum foi o que deixou a visita mais intrigante, pois além de testar a sua criatividade dando uma ideía otimista de que tudo (ou quase) é possível.
     Vale a pena observar que a exposição que num primeiro momento parece tediosa se torna bastante divertida, visto que a partir do momento que você interage com o que é proposto vira uma brincadeira: você realmente se sente uma criança colocando a peruca cabeluda e mechendo a cabeça até ficar tonto ou simplesmente "pixando" as paredes com spray colorido.