domingo, 31 de outubro de 2010

Inhotim

 



    Quando visitamos o Inhotim no dia 30 de setembro, meu grupo e eu decidimos selecionamos a instalação COSMOCOCAS por Hélio Oiticica e Neville D’Almeida para ser visitada e estudada com profundidade.
    O Cosmococas é uma série de obras datadas de 1973, que constituem ambientes sensoriais com projeção de slides, trilhas sonoras e diversos elementos táteis. Dentro dessa instalação possuem 5 (cinco) salas, sendo que 4 delas possuem projeção de slides e a última possuía uma piscina, aberta para o uso do público.
    O mais interessante dessa instalação é que em todas as salas você interage diretamente com a obra, ou seja, não é meramente contemplativo, o que difere da maioria das obras o Inhotim e torna o Cosmococas especial.
    Enquanto visitávamos as salas do edifício, foi como se nosso grupo tivesse voltado a ser criança, já que tivemos a oportunidade de “brincar” com objetos de espuma, balões, deitar na rede, dançar (!) e até mesmo nadar (apenas os meninos fizeram isso). Enfim, foi uma experiência voltada para o uso dos sentidos e de muita diversão.


SOBRE HÉLIO OITICICA
Hélio Oiticica (Rio de Janeiro, 26 de julho de 1937 — Rio de Janeiro, 22 de março de1980) foi um pintor, escultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas.
É considerado por muitos um dos artistas mais revolucionários de seu tempo e sua obra experimental e inovadora é reconhecida internacionalmente.  Em 1959, fundou o Grupo Neoconcreto, ao lado de artistas como Amilcar de Castro, Lygia Clark, Lygia Pape e Franz Weissmann.
Na década de 1960, Hélio Oiticica criou o Parangolé, que ele chamava de "antiarte por excelência" e uma pintura viva e ambulante. O Parangolé é uma espécie de capa (ou bandeira, estandarte ou tenda) que só mostra plenamente seus tons, cores, formas, texturas, grafismos e textos  e os materiais com que é executado a partir dos movimentos de alguém que o vista.
Em 1965, foi expulso de uma mostra no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro por levar ao evento integrantes da Mangueira vestidos com parangolés. A experiência dos morros cariocas fazia parte da dimensão da sua obra.

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